Besthome | Prost! Com uma vasta carta de cervejas artesanais de barril, o Biermarkt é espaço pioneiro do gênero no Brasil
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Prost! Com uma vasta carta de cervejas artesanais de barril, o Biermarkt é espaço pioneiro do gênero no Brasil

A paixão pela cerveja, popularmente referenciada no país como “loira” ou “gelada”, foi o sentimento que gerou a criação do tradicional Biermarkt em Porto Alegre. Ao amor compartilhado pelos brasileiros por uma das bebidas mais antigas e populares da humanidade, foram adicionadas pitadas da cultura europeia. Um de seus proprietários, Pedro Braga, conta que o gosto pela cerveja artesanal aguçou seu paladar numa viagem à Austrália, no ano 2000.

 

Em 2005 ele percorreu mais de 5.000 quilômetros cruzando a França, a Bélgica e a Alemanha, para pesquisar o mercado de cerveja em barril e seus inúmeros estilos artesanais na Europa. O trabalho de campo resultou na catalogação de centenas de estilos, valores e composições. Ao compartilhar os conhecimentos com o amigo de infância e colega no hobby de colecionar copos de cerveja Adolfo Bandeira, decidiram se aventurar num mercado ainda incipiente no Brasil. “Tinha falta de cerveja em barril em Porto Alegre. Desenvolvemos a câmara fria, que era um sistema que não tinha na cidade. Como funciona? Gela o barril e serve o copo, não tem serpentina. A vantagem é que o chope não estraga, pois não fica fora do gelo”, explica Pedro Braga.

 

Assim, em 2009, nasceu o primeiro Biermarkt, numa casa datada de 1946, de estilo alemão, localizada na rua Castro Alves, 442, bairro Rio Branco. À época os empresários contavam com um terceiro sócio, que, posteriormente, se desligou da operação. O cardápio trazia cervejas artesanais nacionais e estrangeiras, petiscos, pratos principais e sobremesas. A oferta de tantos estilos de cervejas artesanais nos 16 grifos do pub só foi possível graças à importação. “No início metade das torneiras era de cerveja importada, e outra metade, nacional. Hoje são apenas três torneiras de importadas, e o restante é nacional, sendo a maioria gaúcha”, comenta Pedro Braga.

 

A ampliação do negócio

O empresário lembra o pioneirismo do Biermarkt num momento em que a tão apreciada cerveja artesanal surgia no país. “Naquela época eram apenas 12 microcervejarias no Rio Grande do Sul; hoje são 144. Somos o estado que mais tem microcervejarias”, observa. Seguindo o estilo pub, o local caracterizou-se pela bebida servida de forma inédita, boa gastronomia e também pelo horário. Como os pubs londrinos, a casa abre às 18h e fecha às 23h45, de segunda a sábado. O sucesso das filas e filas para entrar no bar resultou na abertura da primeira filial, o Biermarkt Vom Fass. A tradução do nome alemão “Mercado da Cerveja de Barril” explica-se pela ampliação do número de torneiras, já que a filial localizada na rua Barão de Santo Ângelo, 497, no Moinhos de Vento, conta com 38 torneiras de cervejas artesanais.

 

Embora o mercado tenha se ampliado exponencialmente desde a criação do Biermarkt, o local segue sendo referência. O êxito não é por acaso: a cada seis meses, eles renovam a carta, e são verdadeiros garimpadores de novas ofertas da bebida, além de assessorar até mesmo no desenvolvimento de algumas cervejas. Existem diversas famílias – lager, ale, lambic, etc. – e estilos – pilsen, bock, dubbel, etc. – de cerveja artesanal.

 

Quando questionado sobre qual a sua favorita, Pedro explica que depende da época.  “Hoje a minha preferida dentre as que temos na carta é a Salva Apa, uma American Pale Ale (APA) produzida em Bom Retiro do Sul (RS). É uma cerveja que ajudei a criar porque o mestre cervejeiro trazia a amostra e íamos adaptando até que chegou ao ponto em que estava ótima. Essa é a cerveja dele que mais vendemos aqui”, revela. O mesmo ocorre com a clientela do Biermarkt, que outrora consumia os estilos mais light e, atualmente, prefere a India Pale Ale, uma cerveja encorpada, complexa e alcoólica.

 

A carta do Biermarkt

Além das cervejas em barril, os dois locais também oferecem cervejas artesanais em garrafas e opções para atender àqueles que preferem outras bebidas. A casa tem coquetéis e uma enxuta carta de vinhos e espumantes. Para acompanhar, um cardápio com 33 itens, entre entradas, pratos principais e sobremesas. A inspiração gastronômica também é alemã adaptada ao gosto local.

 

Outros ingredientes foram adicionados, como música ao vivo na sede do Moinhos de Vento, que também funciona em horário de pub. Sobre a supervalorização da cerveja, Pedro explica que, hoje, com a oferta de ótimas opções nacionais, os valores ficaram mais estáveis do que na época em que o mercado dependia da importação. “Já chegamos a ter cerveja de R$ 400 a garrafa. Hoje varia de R$ 11, o chope mais barato, até a garrafa mais cara, que custa cerca de R$ 120.”

 

Dica Biermarkt de receita a ser harmonizada com a cerveja Dunkel (lager):

 

Filé Betrunken

 

Ingredientes:

 

300 g de filé em iscas

150 ml de cerveja tipo stout

4 colheres de molho branco

200 g de queijo gruyère ralado

1 baguete centeio ou branco

 

Modo de Preparo:

 

Fritar em frigideira quente as iscas de filé com sal e pimenta a gosto.

Depois, quando estiver no ponto desejado, adicionar a cerveja e deixar reduzir até 1/4.

Em uma cumbuca para forno, adicionar o filé, o molho branco e o queijo gruyère ralado.

Levar ao forno até gratinar o queijo.

Servir acompanhado da baguete escolhida.

 

 

 

Crédito das fotos: Ricardo Jaeger