Besthome | Uma jornada ao topo da Cidade Luz
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Uma jornada ao topo da Cidade Luz

Com 130 anos de história, a Torre Eiffel encanta milhões de visitantes a cada ano

 

“Não existe outra cidade como essa no mundo, nem nunca existiu.” Essas são as primeiras palavras de Gil Pender, escritor que protagoniza “Meia-Noite em Paris” (2011), de Woody Allen. O personagem refere-se à Cidade Luz, Paris, a terceira cidade mais visitada do mundo em 2018, segundo o Mastercard Global Destination Cities Index. Nesse cenário tão procurado por turistas de todos os cantos, construída a mais de mil pés do chão e inaugurada há 130 anos, a Torre Eiffel ilumina aqueles que passam pelo Champ de Mars e revela a magia da capital francesa, tal qual narrada no clássico de Allen.

 

O projeto de construir uma torre de 300 metros de altura foi concebido como parte dos preparativos para a Feira Mundial de 1889, que marcou o centenário da Revolução Francesa. Dos 107 trabalhos avaliados, o do empresário Gustave Eiffel, de seus dois engenheiros-chefes Emile Nouguier e Maurice Koechlin e do arquiteto Stephen Sauvestre foi o escolhido. A concepção da ideia da torre de aço, de 1884, começou a ganhar forma em janeiro de 1887. Desse momento até a entrega, passaram-se dois anos, dois meses e cinco dias – um recorde de tempo para a época, que pode ser atribuído à meticulosidade. Todas as peças foram produzidas nos arredores de Paris, e cada uma delas, pouco mais de 18 mil ao total, foram projetadas e calculadas em milímetros, de modo que sua montagem fosse precisa.

 

Foram necessárias 7.300 toneladas de ferro para colocar um dos símbolos da França de pé, mas o que a manteve foi a necessidade. Isso porque, na época da construção, fora decidido que, em 20 anos, a estrutura seria desmontada; quando o contrato expirou, em 1909, no entanto, seu valor como antena de transmissão de rádio a salvou. A torre de aço tornou-se não só permanente, como também o monumento pago mais visitado pelo mundo, recebendo cerca de 7 milhões de visitantes por ano, de acordo com a Sociéte d’Exploitation de la tour Eiffel.

 

Símbolo francês

Com toda sua majestosidade e história, não é de se impressionar que a Torre Eiffel tenha se tornado o símbolo da França para o mundo, como ressalta o diretor da Aliança Francesa em Porto Alegre, Patrice Patuc: “A Torre representa a cidade de Paris, como um farol na Capital Luz”. Além disso, ele destaca como, ao passar desses 130 anos, a Dama de Ferro acompanhou a história do povo francês. O monumento acompanhou as duas guerras mundiais, assim como diversos avanços tecnológicos. Antes de ser ponto turístico, a Torre Eiffel foi casa das primeiras experiências de transmissão de rádio, tendo sido estação de rádio militar em 1903 e lugar de onde se fez a primeira transmissão de rádio pública, em 1925, assim como se aventurou nas telecomunicações, transmitindo, em 1953, a coroação da rainha da Inglaterra para toda a França.

 

As portas abertas do monumento para a ciência não foram acaso, mas estratégia: Gustave Eiffel sabia que os usos científicos da Torre poderiam protegê-la de seu prognóstico de 20 anos de vida. Por isso, elencou como propósitos da construção oferecer um espaço de observações meteorológicas e astronômicas, experimentos de física, um ponto de vista estratégico, um ponto de comunicação de telégrafo óptico, um farol para iluminação elétrica e estudos de vento.

 

Sua visibilidade mundial se deve também aos tantos eventos que ocorrem em suas dependências. Alguns, como lembra Patuc, contribuem para o fortalecimento de sua relação cultural com Paris. Afinal, o monumento mais alto de Paris é, até hoje, palco das comemorações de 14 de julho, data da Festa Nacional Francesa, em memória à Tomada da Bastilha, em 1789, um ato que representou o início do caráter popular da Revolução Francesa. Repleta de significados, que transcendem a beleza, é possível entender o lugar da Torre Eiffel para os parisienses por comparação. O diretor da AF Porto Alegre faz a analogia: “A Torre está para os franceses tal qual o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar simbolizam o Rio de Janeiro e o Brasil”.

 

Arquitetura

Desde o princípio, a Torre Eiffel foi pensada com cuidado. Enquanto Eiffel e sua equipe de engenheiros pensava em como oferecer resistência ao vento pela curvatura dos postes que a sustentariam, o arquiteto Sauvestre ficou responsável por trabalhar na aparência do projeto. Arcos para ligar colunas, salões com paredes de vidro e um design em forma de bulbo para o topo foram alguns dos ornamentos idealizados pelo arquiteto. No entanto, o projeto seria simplificado.

 

Hoje sob os cuidados da Sociéte d’Exploitation de la tour Eiffel, a Torre Eiffel não é abalada pelo tempo ou feriados. O único motivo pelo qual fecha parcialmente para visitações é a manutenção: todos os anos, o monumento para por obras de revitalização no último andar, bem como nos elevadores que levam do 2º andar ao cume. Neste ano, a restauração ocorreu durante o mês de janeiro. O motivo para esse cuidado permanente é a grande exposição ao vento, que, quando é de 50 km/h na superfície, chega a atingir o cume da torre a 80 km/h.

 

Iluminação

Um dos encantamentos provocados pela Torre é a forma como ilumina Paris. Além do farol que ilumina a cidade, todas as noites, a cada hora, a estrutura apresenta uma cobertura dourada e brilhos durante cinco minutos. Os feixes de luz iluminam a Torre Eiffel do interior de sua estrutura, evidenciando a beleza do monumento, mas também proporcionado mais segurança durante a noite. O projeto de iluminação que substituiu os 1.290 projetores externos utilizados anteriormente é uma invenção de Pierre Bideau, eletricista e engenheiro de iluminação, datada de 1985, e consiste em 336 projetores equipados com lâmpadas de sódio amarelo-laranja de alta pressão. Posteriormente, o projeto passou por atualizações, e hoje o sistema funciona à base de LEDs. Para reduzir o consumo de energia, as 20 mil lâmpadas de LED tem potência baixa de seis watts e acendem separadamente.

 

Box de Serviço

Os ingressos para visitação aos quatro andares da Torre têm variação de valores que vai de 4,10 a 25,50 euros, que convertidos equivalem a um valor entre 17 e 108 reais. Isso se deve às diferenças de bilhetes por idade, aos benefícios a pessoas com deficiência, a quais andares serão visitados e de que forma serão acessados (pelas escadas ou elevadores). Informações de visitação, assim como uma plataforma de reserva de ingressos, estão disponíveis no site www.toureiffel.paris. A Torre Eiffel abre todos os dias, das 9h30 às 23h45, com exceção do período entre 21 de junho e 2 de setembro, quando seu atendimento acontece das 9h à 0h45.

 

A Torre oferece ainda outros serviços, como restaurantes e lojas. Os restaurantes The 58 Eiffel Tour e The Jules Verne proporcionam a degustação de pratos da culinária francesa sazonal e contemporânea. Ambos, com opções de reserva pelo site, oferecem uma experiência única. Na esplanada, no primeiro e no segundo andares, vários bufês atendem a diferentes gostos, servindo lanches salgados ou doces, quentes ou frios. No topo da Torre, é possível apreciar a vista na companhia de um champagne do The Champagne Bar.